sexta-feira, 31 de julho de 2009

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Idéia pro Brasil...

Chile pretende abolir uso de sacolas plásticas até 2011.

Projeto de lei proíbe, a partir de 2011, a produção, importação, distribuição e venda de sacolas plásticas.


O Chile quer abolir o uso de sacolas plásticas até 2011, para acabar com o problema ambiental gerado pela produção e descarte de 3 bilhões de embalagens do tipo que são utilizadas anualmente.

O consumo de sacolas no Chile passa de 250 milhões ao mês, e cerca de 3 bilhões ao ano, de acordo com a Comissão Nacional de Meio Ambiente (Conama).

No ano passado, a campanha "mais ambiente, menos sacolas" marcou o desafio de reduzir o uso das sacolas plásticas e a adoção de alternativas de papel ou tecido.

Além das iniciativas de comunicação e empresariais, como as empreendidas por algumas redes de comércio, está em análise um projeto de lei que proíbe, a partir de 2011, a produção, importação, distribuição e venda de sacolas plásticas como meio de embalagem de mercadorias em todos os estabelecimentos do país.

No início do mês, a Comissão de Recursos Naturais da Câmara de Deputados aprovou o dispositivo, que ainda precisa ir a plenário e passar pelo Senado, disse o presidente da Comissão de Meio Ambiente, deputado Roberto Sepúlveda. Ele espera que a lei seja sancionada ainda neste ano.

Parabéns pela iniciativa!

terça-feira, 21 de julho de 2009

O tráfico de lixo II

A empresa britânica de coleta de lixo Hills Waste Solutions Limited afirmou nesta segunda-feira que forneceu apenas plástico para reciclagem à companhia acusada pelo Ibama de enviar os contêineres contendo lixo com material tóxico ao Brasil.

A Polícia Federal está investigando a origem de 89 contêineres que foram encontrados nos portos de Santos (SP), Rio Grande (RS) e na alfândega de Caxias do Sul (RS) com centenas de toneladas de lixo. Entre o material encontrado, estariam pilhas, seringas, camisinhas e fraldas usadas.

Na semana passada, o Ibama havia dito que estuda alguma sanção internacional contra duas empresas britânicas acusadas de exportação do material para o Brasil - a Worldwide Biorecyclables e a UK Multiplas Recycling.

Um dos diretores das duas empresas, o brasileiro Julio da Costa, disse à BBC Brasil na sexta-feira que elas faziam apenas a prensagem do plástico recolhido por fornecedoras britânicas, entre elas a Hills Waste Solutions Limited.

Costa disse que a responsabilidade por qualquer outro material que tenha chegado ao Brasil seria da Hills e das demais fornecedoras. A Hills afirma que caberia à empresa de Costa a triagem para separar qualquer material plástico inadequado para reciclagem.

"Apenas plástico"
A Hills Waste Solutions afirma que realizou uma parceria em julho do ano passado, em caráter de teste, com o condado de Wiltshire, na Inglaterra, e a Worldwide Biorecyclables para coletar plástico para reciclagem e reprocessamento.

"O teste foi suspenso em março de 2009, quando a Worldwide Biorecyclables parou de operar", afirma uma nota divulgada pela Hills. "Durante os testes, cerca de 700 t de plástico rígido depositado pela população nos centros de reciclagem, foram enviados à Worldwide Biorecyclables (...) em Swindon."

A fornecedora britânica diz que, durante o teste, funcionários treinados orientaram as pessoas sobre como depositar corretamente o lixo plástico nas caçambas de reciclagem. "O plástico rígido coletado nos centros era transportado para a Worldwide Biorecyclable para triagem, compactação e prensagem."

"A Hills Waste Solutions forneceu apenas plástico rígido para reciclagem e reprocessamento à Worldwide Biorecyclables. A Hills Waste Solutions forneceu caçambas especiais à Worldwide Biorecyclables para que ela devolvesse qualquer lixo plástico que não fosse apropriado."

A Hills diz que o material prensado foi então enviado pela Worldwide Biorecyclables para o Brasil.

"Faxineiro"
Julio da Costa disse à BBC Brasil na sexta-feira que os contêineres que foram enviados ao Brasil acabaram levando à falência suas duas empresas - a Worldwide Recyclables e a Uk Multiplas Recycling. Ele diz que, por não ter recebido pagamento da empresa brasileira que comprou os contêineres, teve de fechar suas empresas.

Em contato com a BBC Brasil no fim de semana, Costa disse que está trabalhando como "cleaner" (faxineiro), sua profissão anterior à abertura das empresas. Ele voltou a acusar as fornecedoras britânicas. "O lixo que foi no meio (dos contêineres) não foi de propósito, mas sim um descuido das empresas que nos forneceram, e com certeza as autoridades vão apurar", afirmou.

O governo britânico abriu uma investigação sobre o caso. A agência ambiental do governo britânico disse nesta segunda-feira que está aguardando mais informações sobre os contêineres por parte do governo brasileiro, por meio da embaixada britânica no Brasil.

O governo britânico estuda a possibilidade de pagar pelo repatriamento dos contêineres com lixo.

terça-feira, 14 de julho de 2009

O tráfico de lixo


A descoberta de mais de mil toneladas de lixo europeu exportadas para os portos de Santos e Rio Grande revela a inclusão do Brasil na geografia dessa nova espécie de tráfico. Em Rio Grande (RS), 40 contêineres de lixo doméstico, o equivalente a 740 t de lixo, chegaram ao porto da cidade entre fevereiro e maio, vindos da Inglaterra. Foram identificados ainda oito contêneires na cidade de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, e outros 16 no porto de Santos.

Os fatos, denunciados há poucos dias pela imprensa, indicam que dezenas de contêineres com lixo urbano foram descarregados naquelas cidades como se fossem cargas de produtos importados por empresas brasileiras. A carga deveria conter polímeros de etileno (produto utilizado como isolante térmico na fabricação de plástico) para reciclagem. O lixo foi embarcado no porto de Felixtowe, Inglaterra, fazendo escala em Antuérpia, na Bélgica.

O lixo desovado no Brasil, num gesto que provavelmente esconde um crime a ser elucidado e que, além disso, retrata claramente o desafio mundial de dar um destino aos seus dejetos urbanos e industriais. Mais do que a multa que o Ibama aplicou às empresas envolvidas, o que o país precisa ter é, além de uma elucidação desses fatos até agora cercados de mistério, a segurança de que tal fato não se repita.

O destino do lixo mundial tornou-se um problema crescente para os países desenvolvidos e para a maioria das cidades médias e grandes do planeta. Não se trata apenas de encontrar um local para depositar esses resíduos indesejáveis. Trata-se principalmente de impedir que os dejetos urbanos, industriais, tecnológicos, atômicos, hospitalares e de todas as ordens produzam contaminação em prejuízo da vida na terra.

O episódio da chegada desses contêineres nauseabundos a nosso país, além de desencadear o mais eloquente repúdio e a demandar a apuração das responsabilidades, precisa levar a reflexões sobre o próprio modelo de consumo que, aqui também, é gerador de montanhas de resíduos descartáveis. Dar um destino ao lixo não pode ser considerada como uma tarefa exclusivamente governamental. Aos governos cabe, sim, a adoção de políticas e de ações necessárias para atenuar os efeitos antiecológicos oriundos da excessiva produção de resíduos, a começar pela implantação de modelos de reciclagem realmente efetivas.

Mas cabe aos cidadãos e a suas organizações a responsabilidade de fazer a sua parte, com a consciência de que se trata de uma questão que afeta a própria sobrevivência do homem sobre o Planeta, com qualidade e sustentabilidade. Esta é uma tarefa que cabe a todos em nome da vida e do futuro.

sexta-feira, 10 de julho de 2009











segunda-feira, 6 de julho de 2009

Mudança do clima trará retrocesso de 50 anos, diz estudo

Os ganhos obtidos pelos países mais pobres nos últimos 50 anos podem ser perdidos totalmente e de forma irreparável por causa das alterações climáticas, indica estudo divulgado pela Oxfam Internacional, grupo que reúne ONGs que lutam contra a pobreza. O relatório se baseia nas respostas de 42 cientistas que colaboram com o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), ligado às Nações Unidas. Segundo eles, o maior impacto será o aumento da fome. Com as alterações sofridas na zona tropical, plantações de culturas-chave na alimentação humana, especialmente milho e arroz, estarão em risco.

Dois terços do 1 bilhão de pessoas que se encontram na pobreza no mundo vivem nas zonas rurais dos países em desenvolvimento. É o caso de Chriselliea Nzabonimpa, mãe de cinco filhos e líder da comunidade onde mora, em Ruanda, que mostra como suas plantações de milho e mandioca não vingam por causa de um padrão irregular e inesperado de chuvas. Ao lado da segurança alimentar, o acesso à água é outra questão urgente, afirma a Oxfam. Cidades populosas já sofrem desabastecimento: a neve que fornecia o recurso durante o degelo já sumiu, ou está prestes a desaparecer

"A geleira Mururata é a Mãe Terra para nós. É onde conseguimos nossa água para cozinhar, lavar, beber, regar nossos jardins e alimentar nossos animais", diz Valerio Quispe, que vive na comunidade Choquecota, no altiplano boliviano. A geleira é uma das diversas que retraíram nos últimos anos e que podem desaparecer em poucas décadas.

A falta de água também tem o potencial de gerar conflitos, especialmente em torno dos rios Indus, Nilo e Tigre-Eufrates, além de estimular migrações de populações empobrecidas. Estudo recente, ainda não publicado, do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos EUA, analisou os 925 principais rios do mundo. Baseado em 60 anos de registros, ele projeta que um terço deles será afetado significativamente pelas mudanças climáticas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.