terça-feira, 26 de agosto de 2008

LULA CLASSIFICA UNIVERSITÁRIOS RICOS COMO "BABACAS"

Em um discurso durante a inauguração do campus avançado da Universidade
Federal do Ceará, em Juazeiro do Norte, ontem à noite, o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva chamou os estudantes que reclamaram do aumento do
número médio de alunos nas universidades públicas de "babacas ricos".
Durante o seu pronunciamento, Lula também classificou seus críticos de
"babacas" por não entenderam a "revolução" que, segundo ele, está em
andamento na área da educação. O presidente usou o termo pela primeira vez
ao falar do Programa Universidade para Todos (Prouni), que disse considerar
uma "idéia genial".


- Quando criamos o Prouni tinha um tipo de gente que fazia discurso assim
contra o governo: "Ah, estão privatizando a educação, ah, estão dando
dinheiro para universidade particular." Ou seja, os babacas não percebiam
que estávamos fazendo uma revolução na educação brasileira - afirmou.


Logo depois, reclamou dos estudantes que protestaram contra o aumento de 12
para 18 na média de alunos por professor nas universidades federais:


- Aí tinha um tipo de estudante daqueles que vocês sabem, que vai para a
reitoria querer bater no reitor. "Ah, 18 alunos é muita gente na sala de
aula, 18 alunos vai atrapalhar a educação". O babaca rico que já estudava
não queria que o pobre tivesse a chance".


--> Para o presidente Lula, hoje no Brasil, pelo visto babaca é aquele que estuda. Babaca é aquele que não luta por seus direitos. Babaca é aquele que não aceita coisas mal feitas porque vai piorar ainda mais aquilo que já não era muito bom. Babaca é aquele que não dá bola pra denuncias de corrupção. Babaca é quem não se contenta em votar no 'menos pior'.

Quem pensa é babaca? Só no Brasil, o país da ignorância.

Esperto é aquele que larga o emprego pra receber Bolsa Famíla? Deve ser, né Sr. Presidente?

Todos sabemos. Babaca é aquele que vende seu voto. Babaca é aquele que não se preocupa com a alta de juros, a queda do dólar, ou com o preço da gasolina porque não tem carro. Babaca é quem acredita no IBGE e na Globo. Babaca é aquele que acredita que a culpa da falta de empregos, é dos empresários. Babaca, é quem acredita em babaca.

Para ser bolsista pelo ProUni, o candidato deve ter cursado todo o ensino fundamental e médio em escola pública, o que ajuda muito as pessoas que não tiveram oportunidades de ter um ensino melhor, porque o ensino público oferecido é uma porcaria. Como estas pessoas não tem chances em uma disputa contra outras melhores preparadas. Por isso, é mais fácil facilitar a entrada destas pessoas nas universidades, do que melhorar a educação de base do país.

E aquelas pessoas que estudaram em escolas particulares, mas hoje não tem condições de pagar uma universidade particular? Não precisam estudar? São babacas também?

Empresários são babacas quando cobram do governo por uma menor carga tributária, mais incentivos, maiores e melhores investimentos?

Devem ser... Vou para com a babaquisse.






quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Brasil, a vergonha olímpica.

site do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) amanheceu fora do ar. Durante a madrugada, a página foi invadida por hackers que incluíram na capa uma mensagem criticando o desempenho do país nos Jogos Olímpicos de Pequim. Com erros de português, a frase dizia que "o Brasil está um lixo nesta Olimpíada". Após o incidente, pouco depois das 4h, o site foi retirado do ar, voltou, mas saiu de novo em seguida. O COB ainda não se pronunciou sobre o assunto. A única informação foi colocada no lugar da página pela manhã:


"Caro usuário,


Nosso site está temporariamente fora do ar por motivos de manutenção.


Em breve voltaremos com as notícias sobre nossa delegação em Pequim."



Este Hacker manifestou publicamente o sentimento que todos nós temos ao ver o desempenho do Brasil nesta Olimpíada de Pequim. Um dos principais índices de desenvolvimento humano é o desempenho esportivo. Como nação em desenvolvimento, queremos nos comparar com países desenvolvidos, mas nosso desempenho está mais pra país sub-desenvolvido.

No Brasil, só se investe no futebol - que mesmo assim faz vexame. Jogadores profissionais de basquete se negam a jogar representando sua pátria. Poucos classificados para as finais, muitas decepções.

Os atletas que conseguiram um bom desempenho contaram com apoio particular para treinar em outros países, pois nem estrutura para treinamento temos.

Assim como nos transportes, na aviação, na política, o Brasil é sub-desenvolvido no esporte também.

Por isso fiz este post. Pois partilho o mesmo sentimento deste Hacker. Desgosto e vergonha.

Boa sorte para os atletas que ainda estão participando. Eles só tem culpa de o nosso resultado não ser mais vergonhoso. Parabéns pela força de vontade demonstrada.



sexta-feira, 15 de agosto de 2008

52% NÃO CONFIAM NO RESULTADO DAS ELEIÇÕES

A maior parte do eleitorado brasileiro acredita que, de modo geral, as eleições no Brasil não são realizadas de maneira limpa ou sem fraudes. Pesquisa da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), encomendada junto ao Instituto Vox Populi, aponta que 52% consideram que os resultados não são confiáveis, enquanto apenas 30% avaliam a apuração como confiável. O coordenador da campanha Eleições Limpas da AMB, Paulo Henrique Machado, explica que as fraudes incluem desde a coação de determinados candidatos até a compra explícita de votos. Segundo ele, o nosso processo eleitoral em sentido amplo ainda é comprometido, ainda é maculado e ainda é contaminado por elementos estranhos - comenta Machado.

63% dos entrevistados opinaram que os políticos eleitos não são punidos quando cometem atos ilegais. Reforçando o alto nível de convencimento de que os políticos não pagam pelos seus erros, 30% afirmaram conhecer casos de compra de votos. 60% dos entrevistados denunciariam casos de corrupção nas eleições, mas o alto índice de 35% provavelmente se calariam e não teriam disposição para denunciar.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Educação na Coréia do Sul - Um exemplo a ser seguido.

Os melhores alunos do mundo. Não são superdotados. Deram a sorte de estar na melhor escola do país que tem o melhor ensino básico do planeta.

Por fora, a escola não tem nada de mais: 1,3 mil alunos, 35 por classe. Veja o que faz diferença:

A senhora Park tem mestrado em Educação, como a maioria dos professores lá. O karaokê é só um dos recursos educativos. Na sala de aula, tudo o que é preciso para educar com motivação.

São oito horas por dia na escola. Estressante? Não, é divertido, dizem eles.

Todos têm notas acima de oito. O segredo é nunca permitir que o aluno passe um dia sem entender a lição, diz a professora, que ganha o equivalente a R$ 10,5 mil por mês.

É a média na Coréia, onde os professores precisam ter curso superior e são atualizados e avaliados a cada dois anos. Se o aluno não aprende, o professor é reprovado.

Tudo isso num país que nos anos 50 estava destruído por uma guerra civil que dividiu a Coréia ao meio, deixou um milhão de mortos e a maior parte da população na miséria. Um em cada três coreanos era analfabeto. Hoje, oito em cada dez chegam à universidade.

A virada começou com uma lei que tornou o ensino básico prioridade. Os recursos foram concentrados nos primeiros oito anos de estudo, tornados obrigatórios e gratuitos, como são até hoje. O ensino médio tem 50% de escolas privadas e as faculdades são todas pagas, mesmo as públicas. Bons alunos têm bolsa de estudos e o governo incentiva pesquisas estratégicas.

O fato é que logo depois da reforma da Educação, a economia da Coréia começou a crescer rápido, em média 9% ao ano durante mais de três décadas. E hoje, graças à multidão de cientistas que o país forma todos os anos, a Coréia está pronta para entrar no primeiro mundo, tendo como cartão de visitas uma incrível capacidade de inovação tecnológica. Desde a área de computação até na genética.

Nos laboratórios onde lideram pesquisas de clonagem terapêutica, nas grandes corporações que espalharam marcas coreanas no mercado mundial de eletrônicos e de automóveis, aparece a revolução econômica que começou em casa.

“O segredo é a família, com pais comprometidos os alunos ficam motivados e os professores entusiasmados”, fala uma professora.

O governo concorda.

“Os pais que não tiveram oportunidade de educação lutaram para que seus filhos tenham o melhor. É prova de amor”, diz o governador.

“Foi a paixão pela Educação que fez a Coréia crescer”, concorda o pai de quatro, que como a média dos coreanos gasta 20% da renda familiar em cursos extracurriculares para reforçar o ensino.

Os filhos falam inglês com a desenvoltura que têm na música. E o casal bota um dinheirão em livros, comprados às dezenas. Porque testemunhou o que a educação fez pelo país.

“Quando eu ia para escola, nos anos 70, muitos colegas não tinham nem o que comer”, lembra o pai.

O avô lembra que no tempo dele não tinha nem livros. Agora o que falta para neta, de 16 anos é tempo para ficar em casa. Ela passa 15 horas por dia na escola.

Nessa jornada, tem japonês, alemão. São sete idiomas ofertados. Programar computadores, entender história. Tem as diversões da vida no colegial mas não é brincadeira. É a corrida para entrar numa das três melhores universidades do país.

“Eu sinto responsabilidade com relação a minha família e meu país. Mas também porque um dia eu vou ter filhos”, diz Yong Woo.

O colega desabafa: a pressão é muito grande, principalmente para os meninos. Ela completa: “A Coréia quer homens perfeitos, esse é o problema”.

Os pais concordam. Acham que o ensino é competitivo demais, voltado à formação de profissionais de alto nível, deixando o ser humano de lado.

No Ministério da Educação e Recursos Humanos, o diretor explica: “Os coreanos não querem ser perdedores. Por isso a educação é voltada para a economia”.

De novo na terceira série, onde as crianças de 10 anos simulam entrevistas de emprego e as paredes tem slogans: “Economia forte significa um país forte” e também: “Economize um centavo, orgulhe seu país”.