quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

A crise

UM HOMEM VIVIA À BEIRA DE UMA ESTRADA E VENDIA CACHORROS QUENTES.
ELE NÃO TINHA RÁDIO, TELEVISÃO E NEM LIA JORNAIS, MAS PRODUZIA E VENDIA BONS CACHORROS QUENTES.
ELE SE PREOCUPAVA COM A DIVULGAÇÃO DO SEU NEGÓCIO E COLOCAVA CARTAZES PELA ESTRADA, OFERECIA O SEU PRODUTO EM VOZ ALTA E O POVO COMPRAVA.
AS VENDAS FORAM AUMENTANDO E, CADA VEZ MAIS, ELE COMPRAVA O MELHOR PÃO E A MELHOR SALSICHA. FOI NECESSÁRIO TAMBÉM ADQUIRIR UM FOGÃO MAIOR PARA ATENDER UMA GRANDE QUANTIDADE DE FREGUESES.
O NEGÓCIO PROSPERAVA .. . ...SEU CACHORRO QUENTE ERA O MELHOR DE TODA REGIÃO!
VENCEDOR, ELE CONSEGUIU PAGAR UMA BOA ESCOLA PARA O FILHO. O MENINO CRESCEU E FOI ESTUDAR ECONOMIA NUMA DAS MELHORES FACULDADES DO PAÍS.
FINALMENTE, JÁ FORMADO, VOLTOU PARA CASA, NOTOU QUE O PAI CONTINUAVA COM A VIDINHA DE SEMPRE E TEVE UMA SÉRIA CONVERSA COM ELE :
- PAI, ENTÃO VOCÊ NÃO OUVE RADIO? VOCÊ NÃO VÊ TELEVISÃO E NÃO LÊ OS JORNAIS?
HÁ UMA GRANDE CRISE NO MUNDO. A SITUAÇÃO DO NOSSO PAÍS É CRÍTICA. ESTA TUDO RUIM. O BRASIL VAI QUEBRAR.


DEPOIS DE OUVIR AS CONSIDERAÇÕES DO FILHO DOUTOR, O PAI PENSOU: BEM, SE MEU FILHO QUE ESTUDOU ECONOMIA, LÊ JORNAIS , VÊ TELEVISÃO, ACHA ISTO, ENTÃO SÓ PODE ESTAR COM A RAZÃO.

COM MEDO DA CRISE, O PAI PROCUROU UM FORNECEDOR DE PÃO MAIS BARATO ( E, É CLARO, PIOR ) E COMEÇOU A COMPRAR SALSICHAS MAIS BARATAS ( QUE ERAM, TAMBÉM, PIORES).
PARA ECONOMIZAR, PAROU DE FAZER CARTAZES DE PROPAGANDA NA ESTRADA.
ABATIDO PELA NOTICIA DA CRISE JÁ NÃO OFERECIA O SEU PRODUTO EM VOZ ALTA.

TOMADAS ESSAS "PROVIDÊNCIAS", AS VENDAS COMEÇARAM A CAIR E FORAM CAINDO, CAINDO E CHEGARAM A NÍVEIS INSUPORTÁVEIS. O NEGÓCIO DE CACHORROS QUENTES DO VELHO, QUE ANTES GERAVA RECURSOS ATÉ PARA FAZER O FILHO ESTUDAR ECONOMIA NA MELHOR ESCOLA, QUEBROU.


O PAI, TRISTE, ENTÃO FALOU PARA O FILHO:

- "VOCÊ ESTAVA CERTO, MEU FILHO, NÓS ESTAMOS NO MEIO DE UMA GRANDE CRISE."

E COMENTOU COM OS AMIGOS, ORGULHOSO:
- "BENDITA A HORA EM QUE EU FIZ MEU FILHO ESTUDAR ECONOMIA, ELE ME AVISOU DA CRISE .."


GRANDE LIÇÃO:

"VIVEMOS EM UM MUNDO CONTAMINADO POR MÁS NOTÍCIAS E, SE NÃO TOMARMOS O DEVIDO CUIDADO, ELAS NOS INFLUENCIARÃO A PONTO DE ROUBAREM A PROSPERIDADE DE NOSSAS VIDAS."

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Cura do Câncer (ainda não comprovado)

Um médico italiano descobriu algo simples que considera a causa do câncer.
Inicialmente banido da comunidade médica italiana, foi aplaudido de pé
na Associação Americana contra o Câncer quando apresentou sua terapia.
O médico observou que todo paciente de câncer tem aftas. Isso já era
sabido da comunidade médica, mas sempre foi tratada como uma infecção
oportunista por fungos - Candida albicans.
Esse médico achou muito estranho que todos os tipo de câncer tivessem
essa característica, ou seja, vários são os tipos de tumores mas têm em
comum o aparecimento das famosas aftas no paciente.
Então, pode estar ocorrendo o contrário - pensou ele. A causa do câncer
pode ser o fungo. E, para tratar esse fungo, usa-se o medicamento mais
simples que a humanidade conhece: bicarbonato de sódio.
Assim ele começou a tratar seus pacientes com bicarbonado de sódio, não
apenas ingerível, mas metódicamente controlado sobre os tumores.
Resultados surpreendentes começaram a acontecer. Tumores de pulmão,
próstata e intestino desapareciam como num passe de mágica, junto com as Aftas. Desta forma, muitíssimos pacientes de câncer foram curados e hoje
comprovam com seus exames os resultados altamente positivos do tratamento.

Para quem se interessar mais pelo assunto, siga o link (em inglês):nao deixem de ver o video, no link abaixo.

O medico fala em italiano, mas tem legenda em portugûes.
-----> http://www.curenaturalicancro.com/

Lá estão os métodos utilizados para aplicação do bicarbonado de sódio sobre os tumores. Quaisquer tumores podem ser curados com esse tratamento simples e barato.

Parece brincadeira, né? Mas foi notícia nos EUA e nunca chegou por aqui.

Bem que o livro de homeopatia recomenda tratar tumores com borax, que é
o remédio homeopático para aftas.
Afinal, uma boa notícia em meio a tantas ruins.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

O Sul por Arnaldo Jabor

Pois é.

O Brasil tem milhões de brasileiros que
gastam sua energia distribuindo
ressentimentos passivos.

Olham o escândalo na televisão e
exclamam 'que horror'.

Sabem do roubo do político
e falam 'que vergonha'.

Vêem a fila de aposentados
ao sol e comentam 'que absurdo'.

Assistem a uma quase pornografia
no programa dominical de televisão
e dizem 'que baixaria'.

Assustam-se com os ataques dos criminosos e choram 'que medo'. E pronto!
Pois acho que precisamos de uma transição 'neste país'.
Do ressentimento passivo à participação ativa'.

Pois recentemente estive em Porto Alegre,
onde pude apreciar atitudes com as quais
não estou acostumado, paulista/paulistano que sou.

Um regionalismo que simplesmente não
existe na São Paulo que, sendo de
todos, não é de ninguém. No Rio Grande do Sul,
palestrando num evento do Sindirádio, uma surpresa.

Abriram com o Hino Nacional..
Todos em pé, cantando.
Em seguida, o apresentador
anunciou o Hino do Estado do Rio Grande do Sul.

Fiquei curioso. Como seria o hino?
Começa a tocar e, para minha surpresa,
todo mundo cantando a letra!

'Como a aurora precursora /
do farol da divindade, /
foi o vinte de setembro /
o precursor da liberdade '
.
Em seguida um casal, sentado do meu lado,
prepara um chimarrão.
Com garrafa de água quente e tudo.
E oferece aos que estão em volta.

Durante o evento, a cuia passa de
mão em mão, até para mim eles oferecem.

E eu fico pasmo. Todos colocando a boca
na bomba, mesmo pessoas que não se
conhecem. Aquilo cria um espírito de
comunidade ao qual eu, paulista,
não estou acostumado.

Desde que saí de Bauru,
nos anos setenta, não sei mais o que é 'comunidade'.

Fiquei imaginando quem é que sabe cantar
o hino de São Paulo.
Aliás, você sabia que
São Paulo tem hino? Pois é...

Foi então que me deu um estalo.

Sabe como é que os 'ressentimentos passivos'
se transformarão em participação ativa?

De onde virá o grito de 'basta' contra
os escândalos, a corrupção e o deboche
que tomaram conta do Brasil?

De São Paulo é que não será.

Esse grito exige consciência coletiva,
algo que há muito não existe em São Paulo.
Os paulistas perderam a capacidade
de mobilização. Não têm mais interesse
por sair às ruas contra a corrupção.

São Paulo é um grande campo de refugiados,
sem personalidade, sem cultura própria, sem 'liga'.
Cada um por si e o todo que se dane.
E isso é até compreensível numa
cidade com 12 milhões de habitantes.

Penso que o grito - se vier - só poderá
partir das comunidades que ainda têm
essa 'liga'.. A mesma que eu vi em Porto Alegre.

Algo me diz que mais uma vez o povo do Sul
é que levantá a bandeira. Que buscarão
em suas raízes a indignação que não se
encontra mais em São Paulo..

Que venham, pois. Com orgulho
me juntarei a eles.

De minha parte, eu
acrescentaria, ainda:

'...Sirvam nossas façanhas, de modelo a toda terra...'

Arnaldo Jabor

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O estranho bicho-homem....

O verdadeiro comportamento animal.
Ney Lisboa.

Província de Manitoba, Canadá.

Os cães malamutes estão presos quando surge um urso polar.
O confronto parece inevitável... ... mas não é.
            Pouca gente sabe, mas ursos são parentes muito próximos dos cães.
Se observarmos seus gestos, comportamento e tudo mais, perceberemos que isto é óbvio.
Mas, no caso destas fotos, nem é o principal.
Muita gente se espanta com o encontro cordial.
Mas na Natureza, quando não estão em jogo alimentação ou sobrevivência, há pouca agressão.
Isto pode ser observado até em nossos animais domésticos.
Estabelecidas as relações e hierarquias e havendo comida para todos, não há confrontos
desnecessários.
Seres humanos é que não passam sem eles.
Seres humanos é que invejam e cobiçam o supérfluo.
Serem humanos é que pretendem impor vontade.
Serem humanos é que gostam de ditar teorias, idéias, doutrinas, deuses, verdades.
Quer dizer:
Boa parte de nossos conflitos é consequência de nosso raciocínio.
Nossa vantagem é nossa perda.
Interessante, não?
Uma pena...

Ótimas fotos.














terça-feira, 2 de setembro de 2008

Sucesso


Texto escrito por Nizan Guanaes para uma formatura de que era paraninfo.
Olhe só o que este publicitário escreveu...
Deve ser por isso que ele é um dos melhores redatores do mundo e dono da agência DM9. Merece ser lido...
SUCESSO
"Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, estou tentado acreditar que tenho sua licença para dar alguns.
Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.
Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração.
Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência.
Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha.
Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar.
E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma.
A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse:
"Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo".
E ela responde:
"Eu também não, meu filho".
Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar e realizar, tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.
Meu segundo conselho: Pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si.
Afinal é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como Homem. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu.
Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia:
"seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito"
É exatamente isso que está escrito na carta de Laudiceia:
seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito:
É preferível o erro à omissão.O fracasso, ao tédio.O escândalo, ao vazio.
Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso.
Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.
Tendo consciência de que, cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma evolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e, caminhar sempre com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.
Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: eu não disse, eu sabia!
Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa.
Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam.
Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar. Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso.
Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios.
O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta, enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.
Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam.
Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão.

E isso se chama sucesso.
Nizan Guanaes

terça-feira, 26 de agosto de 2008

LULA CLASSIFICA UNIVERSITÁRIOS RICOS COMO "BABACAS"

Em um discurso durante a inauguração do campus avançado da Universidade
Federal do Ceará, em Juazeiro do Norte, ontem à noite, o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva chamou os estudantes que reclamaram do aumento do
número médio de alunos nas universidades públicas de "babacas ricos".
Durante o seu pronunciamento, Lula também classificou seus críticos de
"babacas" por não entenderam a "revolução" que, segundo ele, está em
andamento na área da educação. O presidente usou o termo pela primeira vez
ao falar do Programa Universidade para Todos (Prouni), que disse considerar
uma "idéia genial".


- Quando criamos o Prouni tinha um tipo de gente que fazia discurso assim
contra o governo: "Ah, estão privatizando a educação, ah, estão dando
dinheiro para universidade particular." Ou seja, os babacas não percebiam
que estávamos fazendo uma revolução na educação brasileira - afirmou.


Logo depois, reclamou dos estudantes que protestaram contra o aumento de 12
para 18 na média de alunos por professor nas universidades federais:


- Aí tinha um tipo de estudante daqueles que vocês sabem, que vai para a
reitoria querer bater no reitor. "Ah, 18 alunos é muita gente na sala de
aula, 18 alunos vai atrapalhar a educação". O babaca rico que já estudava
não queria que o pobre tivesse a chance".


--> Para o presidente Lula, hoje no Brasil, pelo visto babaca é aquele que estuda. Babaca é aquele que não luta por seus direitos. Babaca é aquele que não aceita coisas mal feitas porque vai piorar ainda mais aquilo que já não era muito bom. Babaca é aquele que não dá bola pra denuncias de corrupção. Babaca é quem não se contenta em votar no 'menos pior'.

Quem pensa é babaca? Só no Brasil, o país da ignorância.

Esperto é aquele que larga o emprego pra receber Bolsa Famíla? Deve ser, né Sr. Presidente?

Todos sabemos. Babaca é aquele que vende seu voto. Babaca é aquele que não se preocupa com a alta de juros, a queda do dólar, ou com o preço da gasolina porque não tem carro. Babaca é quem acredita no IBGE e na Globo. Babaca é aquele que acredita que a culpa da falta de empregos, é dos empresários. Babaca, é quem acredita em babaca.

Para ser bolsista pelo ProUni, o candidato deve ter cursado todo o ensino fundamental e médio em escola pública, o que ajuda muito as pessoas que não tiveram oportunidades de ter um ensino melhor, porque o ensino público oferecido é uma porcaria. Como estas pessoas não tem chances em uma disputa contra outras melhores preparadas. Por isso, é mais fácil facilitar a entrada destas pessoas nas universidades, do que melhorar a educação de base do país.

E aquelas pessoas que estudaram em escolas particulares, mas hoje não tem condições de pagar uma universidade particular? Não precisam estudar? São babacas também?

Empresários são babacas quando cobram do governo por uma menor carga tributária, mais incentivos, maiores e melhores investimentos?

Devem ser... Vou para com a babaquisse.






quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Brasil, a vergonha olímpica.

site do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) amanheceu fora do ar. Durante a madrugada, a página foi invadida por hackers que incluíram na capa uma mensagem criticando o desempenho do país nos Jogos Olímpicos de Pequim. Com erros de português, a frase dizia que "o Brasil está um lixo nesta Olimpíada". Após o incidente, pouco depois das 4h, o site foi retirado do ar, voltou, mas saiu de novo em seguida. O COB ainda não se pronunciou sobre o assunto. A única informação foi colocada no lugar da página pela manhã:


"Caro usuário,


Nosso site está temporariamente fora do ar por motivos de manutenção.


Em breve voltaremos com as notícias sobre nossa delegação em Pequim."



Este Hacker manifestou publicamente o sentimento que todos nós temos ao ver o desempenho do Brasil nesta Olimpíada de Pequim. Um dos principais índices de desenvolvimento humano é o desempenho esportivo. Como nação em desenvolvimento, queremos nos comparar com países desenvolvidos, mas nosso desempenho está mais pra país sub-desenvolvido.

No Brasil, só se investe no futebol - que mesmo assim faz vexame. Jogadores profissionais de basquete se negam a jogar representando sua pátria. Poucos classificados para as finais, muitas decepções.

Os atletas que conseguiram um bom desempenho contaram com apoio particular para treinar em outros países, pois nem estrutura para treinamento temos.

Assim como nos transportes, na aviação, na política, o Brasil é sub-desenvolvido no esporte também.

Por isso fiz este post. Pois partilho o mesmo sentimento deste Hacker. Desgosto e vergonha.

Boa sorte para os atletas que ainda estão participando. Eles só tem culpa de o nosso resultado não ser mais vergonhoso. Parabéns pela força de vontade demonstrada.



sexta-feira, 15 de agosto de 2008

52% NÃO CONFIAM NO RESULTADO DAS ELEIÇÕES

A maior parte do eleitorado brasileiro acredita que, de modo geral, as eleições no Brasil não são realizadas de maneira limpa ou sem fraudes. Pesquisa da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), encomendada junto ao Instituto Vox Populi, aponta que 52% consideram que os resultados não são confiáveis, enquanto apenas 30% avaliam a apuração como confiável. O coordenador da campanha Eleições Limpas da AMB, Paulo Henrique Machado, explica que as fraudes incluem desde a coação de determinados candidatos até a compra explícita de votos. Segundo ele, o nosso processo eleitoral em sentido amplo ainda é comprometido, ainda é maculado e ainda é contaminado por elementos estranhos - comenta Machado.

63% dos entrevistados opinaram que os políticos eleitos não são punidos quando cometem atos ilegais. Reforçando o alto nível de convencimento de que os políticos não pagam pelos seus erros, 30% afirmaram conhecer casos de compra de votos. 60% dos entrevistados denunciariam casos de corrupção nas eleições, mas o alto índice de 35% provavelmente se calariam e não teriam disposição para denunciar.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Educação na Coréia do Sul - Um exemplo a ser seguido.

Os melhores alunos do mundo. Não são superdotados. Deram a sorte de estar na melhor escola do país que tem o melhor ensino básico do planeta.

Por fora, a escola não tem nada de mais: 1,3 mil alunos, 35 por classe. Veja o que faz diferença:

A senhora Park tem mestrado em Educação, como a maioria dos professores lá. O karaokê é só um dos recursos educativos. Na sala de aula, tudo o que é preciso para educar com motivação.

São oito horas por dia na escola. Estressante? Não, é divertido, dizem eles.

Todos têm notas acima de oito. O segredo é nunca permitir que o aluno passe um dia sem entender a lição, diz a professora, que ganha o equivalente a R$ 10,5 mil por mês.

É a média na Coréia, onde os professores precisam ter curso superior e são atualizados e avaliados a cada dois anos. Se o aluno não aprende, o professor é reprovado.

Tudo isso num país que nos anos 50 estava destruído por uma guerra civil que dividiu a Coréia ao meio, deixou um milhão de mortos e a maior parte da população na miséria. Um em cada três coreanos era analfabeto. Hoje, oito em cada dez chegam à universidade.

A virada começou com uma lei que tornou o ensino básico prioridade. Os recursos foram concentrados nos primeiros oito anos de estudo, tornados obrigatórios e gratuitos, como são até hoje. O ensino médio tem 50% de escolas privadas e as faculdades são todas pagas, mesmo as públicas. Bons alunos têm bolsa de estudos e o governo incentiva pesquisas estratégicas.

O fato é que logo depois da reforma da Educação, a economia da Coréia começou a crescer rápido, em média 9% ao ano durante mais de três décadas. E hoje, graças à multidão de cientistas que o país forma todos os anos, a Coréia está pronta para entrar no primeiro mundo, tendo como cartão de visitas uma incrível capacidade de inovação tecnológica. Desde a área de computação até na genética.

Nos laboratórios onde lideram pesquisas de clonagem terapêutica, nas grandes corporações que espalharam marcas coreanas no mercado mundial de eletrônicos e de automóveis, aparece a revolução econômica que começou em casa.

“O segredo é a família, com pais comprometidos os alunos ficam motivados e os professores entusiasmados”, fala uma professora.

O governo concorda.

“Os pais que não tiveram oportunidade de educação lutaram para que seus filhos tenham o melhor. É prova de amor”, diz o governador.

“Foi a paixão pela Educação que fez a Coréia crescer”, concorda o pai de quatro, que como a média dos coreanos gasta 20% da renda familiar em cursos extracurriculares para reforçar o ensino.

Os filhos falam inglês com a desenvoltura que têm na música. E o casal bota um dinheirão em livros, comprados às dezenas. Porque testemunhou o que a educação fez pelo país.

“Quando eu ia para escola, nos anos 70, muitos colegas não tinham nem o que comer”, lembra o pai.

O avô lembra que no tempo dele não tinha nem livros. Agora o que falta para neta, de 16 anos é tempo para ficar em casa. Ela passa 15 horas por dia na escola.

Nessa jornada, tem japonês, alemão. São sete idiomas ofertados. Programar computadores, entender história. Tem as diversões da vida no colegial mas não é brincadeira. É a corrida para entrar numa das três melhores universidades do país.

“Eu sinto responsabilidade com relação a minha família e meu país. Mas também porque um dia eu vou ter filhos”, diz Yong Woo.

O colega desabafa: a pressão é muito grande, principalmente para os meninos. Ela completa: “A Coréia quer homens perfeitos, esse é o problema”.

Os pais concordam. Acham que o ensino é competitivo demais, voltado à formação de profissionais de alto nível, deixando o ser humano de lado.

No Ministério da Educação e Recursos Humanos, o diretor explica: “Os coreanos não querem ser perdedores. Por isso a educação é voltada para a economia”.

De novo na terceira série, onde as crianças de 10 anos simulam entrevistas de emprego e as paredes tem slogans: “Economia forte significa um país forte” e também: “Economize um centavo, orgulhe seu país”.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

O Vale da Felicidade

Com base em uma educação rígida e de qualidade, surgiu um Brasil de Primeiro Mundo a uma hora de Porto Alegre


Marcos Todeschini

Lailson Santos

DA ROÇA À UNIVERSIDADE
A foto mostra quatro gerações da família Krug, que fugiu da pobreza na Alemanha e, como tantas outras, começou a vida
do zero no sul do país, no fim do século XIX. Aos 88 anos, a maior frustração do agricultor Avelino (de pé na foto, ao lado de uma das filhas e da nora dela) é não ter superado o ensino fundamental. "Meu sonho era chegar à faculdade, mas não deu. Comecei então a batalhar pelos meus filhos e netos." Trabalhou duro para lhes patrocinar cadernos e livros –
o que foi fundamental para que alguns deles chegassem à universidade. Avelino nunca mexeu num computador, mas fez questão de dar aos bisnetos um laptop, com o qual eles brincam na foto. "A modernidade é meio esquisita para alguém da minha idade, mas sempre procurei olhar para a frente"




A uma hora de carro de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, um punhado de cidades abriga cerca de 660.000 pessoas que desfrutam e preservam, geração após geração, um alto padrão de qualidade de vida. É um pedaço do Brasil onde os índices de pobreza são tão baixos quanto os da Inglaterra, os analfabetos são tão difíceis de encontrar quanto no Canadá e vive-se mais tempo e com tanta saúde quanto os idosos de um país europeu como a Bélgica. O custo de vida ali ainda é baixo, os serviços públicos funcionam e as pessoas não se sentem inseguras por morar em casas sem muro. Nesse Brasil não tem fila. Em postos públicos de saúde, a consulta começa com o médico acionando seu computador para levantar o histórico do paciente. Com base nele, dá-se o atendimento de gente como o agricultor João Roque Knost. "Só sei de fila para ser atendido pelo SUS de ver na televisão", diz Knost. No trânsito, o grau de civilidade dos motoristas é invejável: apenas 2% deles cometeram infrações no ano passado. Diz o fiscal de trânsito Roberto Gussi: "Meu trabalho é um tédio". As crianças enfrentam turnos escolares extensos. Elas chegam a passar oito horas por dia em sala de aula. As notas superam em muito a média nacional e se igualam ao desempenho registrado em países de longa tradição de excelência escolar.

Um novo conjunto de estatísticas ajuda a entender por que essas cidades destoam da média brasileira em quase tudo (veja quadro). Nenhuma das cidades desse vale da felicidade tem mais de 500 000 habitantes. Essa vantagem de saída ajuda a explicar a harmonia urbana. Mas ela não é tudo. Cidades com até metade do número de habitantes em outras regiões já padecem de terríveis males urbanos. O que explicaria, então, o fato de as cidades gaúchas dessa região se saírem melhor do que as demais, mesmo quando são colocadas lado a lado com municípios brasileiros de mesmo tamanho e até menores? Os observadores são unânimes em detectar que o maior diferencial desses vinte municípios é terem atingido os mais altos níveis de educação há muitas décadas. Em 1920, enquanto a população brasileira se atolava em 70% de analfabetismo, a taxa do Sul beirava zero. Essa base educacional desencadeou naquelas cidades um ciclo virtuoso muito semelhante aos experimentados por países onde a educação esteve na vanguarda do desenvolvimento. O americano Douglass North ganhou o Prêmio Nobel de Economia em 1993 justamente por ter percebido o papel das instituições fortes na criação de riqueza. Diz Douglass North a VEJA: "Sociedades mais educadas dispõem de instituições mais eficientes e economias mais vibrantes". De um lado, pessoas com boa escolaridade são mais propensas a respeitar contratos e o direito à propriedade privada. De outro, é mais provável que em uma sociedade assim apareça gente qualificada para ocupar cargos de comando. A educação contribui também para que o processo de escolha dos governantes seja mais racional. Como se sabe, pessoas mais educadas são quase sempre mais críticas e têm mais aguçado o hábito de fiscalizar os governantes. Todos esses fatores se combinam, em maior ou menor grau, no tecido social do "vale".

Fotos Lailson Santos

SIM, NÓS TEMOS TêNIS NIKE E ALL STAR
Ao perder o emprego depois de dois anos como executivo numa empresa de calçados, o gaúcho Altamir Breda, 46 anos, não teve medo de apostar num negócio próprio. Em uma semana, conseguiu emprestadas as máquinas da tal firma, que havia falido, e recrutou todos os 250 ex-funcionários. Cada um deles recebeu uma cota da nova empresa. Num ato de ousadia, Altamir decidiu marcar entrevista com o presidente da All Star, nos Estados Unidos. Prometeu-lhe na ocasião maior produtividade do que as empresas brasileiras que até então fabricavam os tênis. Ao final, conseguiu a exclusividade da produção no Brasil. Tempos depois, viajou para a matriz da Nike e, de novo, saiu como representante da marca: "Aprendi a não ter vergonha de oferecer trabalho – se é bom, todo mundo quer"

A ênfase dada ao estudo, a partir da qual os vinte municípios gaúchos deslancharam, remonta ao princípio do século XIX. Isso mesmo: mais de um século antes de o Brasil despertar para o problema. Foi quando desembarcaram no sul do país as primeiras levas de imigrantes alemães, seguidos por italianos. A parte deles que escapava de disputas ideológicas – e não da miséria – já tinha nível de instrução elevado, mas mesmo a parcela mais pobre e menos escolarizada valorizava os estudos, tal como em seu país de origem. A religião protestante, predominante entre os alemães, ajuda a explicar o apreço dos imigrantes pelos livros. Já na Alemanha do século XVII os luteranos atraíam muita gente para suas escolas. O objetivo era alfabetizar crianças para que pudessem ler a Bíblia, além de lhes ensinar os rudimentos da matemática para que não fossem roubadas pelos nobres. Desse caldo cultural saíram os imigrantes que vieram morar no Brasil. Por essa razão, priorizavam a construção de escolas, que eles próprios administravam. O professor aposentado Walter Seger, 80 anos, foi aluno de um desses colégios comunitários: "Juntavam sessenta, setenta alunos numa sala. Ninguém queria ficar de fora".

Além da boa escolaridade, algo que certamente conta a favor desse próspero Brasil é o fato de sua economia ser menos dependente do estado que a dos demais municípios brasileiros. Um sinal claro disso é a parcela da população que arranja emprego no serviço público: 30% menos do que a média nacional. O outro indicador que permite aferir a influência do estado sobre a economia local é o nível de empreendedorismo nessas cidades, recentemente quantificado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A pesquisa revela que em nenhum outro lugar do país tanta gente se aventura num negócio próprio quanto em tais municípios gaúchos: é o caso de um de cada quinze trabalhadores de lá – um número três vezes maior do que no restante do Brasil. É o setor privado, portanto, o principal motor dessas economias.

ELE FABRICA CARROCERIAS
E O QUE MAIS APARECER

Aos 48 anos, Raul Randon já era o maior fabricante de carrocerias do país. Foi abatido pela rotina e pelo tédio e começou a lançar-se em novos negócios. Isso resultou num portfólio que inclui a produção de queijos e vinhos, o cultivo de maçãs e a criação de vacas – as de Randon são autênticas holandesas e vieram para o Sul a bordo de dois aviões de carga que ele fretou. Neto de um agricultor do Vêneto que chegou ao Brasil com apenas uma enxada e duas peças de roupa, Randon é um dos vários empresários da região que foram do zero ao topo. Recentemente, doze deles celebraram os velhos tempos com uma viagem à Escandinávia em um cruzeiro cinco-estrelas. "A gente se esbarrava nas filas dos bancos de Porto Alegre com os bolsos cheios de promissórias", lembra Randon. Esses tempos ficaram para trás.

Parte do empreendedorismo local remete aos primórdios da região. Ao contrário dos colonizadores portugueses, que viviam numa economia monopolizada pelo estado, os imigrantes que chegaram ao Sul tinham em seu respectivo país mais chances de tentar a vida por conta própria. E eles faziam isso. Quando vieram ao Brasil, estavam justamente atraídos pela possibilidade de comprar terras por bons preços – e passaram aos filhos essa espécie de DNA para os negócios. Foi o caso dos Randon. Do avô que veio de Vicenza atracado a uma velha enxada, Raul Randon herdou o sonho de ser dono de empresa: "Meu avô tinha essa obsessão". Em 1950, ele apostou as economias numa oficina quando pouquíssima gente em Caxias do Sul tinha carro. Soou loucura. Aos 78 anos, no entanto, Randon é hoje dono da maior fábrica de carrocerias do país. Numa recente viagem à Escandinávia a bordo de um navio cinco-estrelas, ele e outros onze empresários da região davam o tom dos novos tempos. "Há quarenta anos estávamos todos juntos numa fila de banco em Porto Alegre com os bolsos cheios de promissórias", lembrava Randon. "Chegou a hora de aproveitar."

Essa e outras histórias de quem foi do zero ao topo também servem de incentivo para mais gente ali investir em novas empresas. Eis o saldo do empreendedorismo na região, de acordo com o levantamento da FGV: enquanto 80% das pessoas que abrem negócios no Brasil o fazem por falta de opção e fracassam em dois anos, nessas vinte cidades do Sul, ao contrário, os que prosperam são em muito maior número: 80%. Os especialistas chegaram a conclusões parecidas sobre as razões. Em suma, tudo se passa num Brasil em que a mão-de-obra é mais qualificada, trabalha-se mais duro e ainda por cima o sistema produtivo é organizado por instituições alheias ao estado. Eles estão se referindo, entre outras, às cooperativas, que agilizam a distribuição de matérias-primas para a indústria local, e às associações comerciais, que de fato se prestam ao papel de vender os produtos da região. Diz o economista Marcelo Neri, da FGV: "Estamos diante de um raro exemplo no Brasil de sociedade que conseguiu articular-se de modo eficiente".

O QUE ERA MATO VIROU UM SPA DE LUXO
A carioca Deborah Villas-Bôas, 42 anos, encomendou um estudo em seis cidades brasileiras para medir a demanda delas por um spa cinco-estrelas. Concluiu que em Bento Gonçalves o negócio teria mais chance de dar certo. "As pessoas com dinheiro disseram que adorariam gastá-lo com artigos de luxo, mas reclamavam que as ofertas eram limitadas", diz Deborah. Acreditando em suas conclusões, ela investiu 35 milhões de reais para construir o hotel. Antes mesmo de inaugurá-lo, na semana passada, já havia 300 pessoas dispostas a visitar o spa e banhar-se em cremes franceses à base de uva. Elas pagarão até 1 500 reais pela estada. A empresária também sonha atrair os turistas – e de novo tem dados para acreditar que isso vai funcionar. "Quem vem fazer negócios na região vai gostar de um momento de relaxamento"

Uma recente pesquisa indica que também a gestão pública nessas vinte cidades tem sido mais eficaz do que nas demais. Isso de acordo com um medidor de qualidade da administração financeira dos municípios, bastante aplicado por especialistas. Segundo esse critério, o desempenho de tais cidades é 20% superior ao da média dos 5.500 municípios brasileiros. Significa, entre outras coisas, que elas gastam menos com pessoal, mantêm a dívida pública em patamares razoáveis e têm dinheiro em caixa. Com base nisso, o professor Luís Klering, um dos autores do trabalho, conclui: "O levantamento deixa claro que há menos corrupção nessas cidades gaúchas. Um desvio maciço de verbas seria, afinal, incompatível com os números disponíveis". Dá-se, aí, um novo ciclo virtuoso. Lugares nos quais a corrupção ocorre em níveis mais moderados são mais atraentes aos investidores privados, algo também verificado pelo economista Douglass North. Comprova-se, mais uma vez, no caso do vale gaúcho. Foi, por exemplo, esse o ambiente que atraiu ao Sul a francesa Doux, empresa que lidera o setor de alimentos na Europa. Os franceses haviam cogitado estabelecer-se em outras cinco cidades brasileiras. No fim, preferiram a região gaúcha: "Escolhemos pelo conjunto de bons indicadores", resume Aristides Inácio Vogt, presidente da Doux no Brasil.

Por tudo isso, não é exatamente uma surpresa o fato de o PIB local crescer a um ritmo duas vezes maior que o do restante do país e as pessoas de lá melhorarem de vida. Os novos números mostram que 60% dos moradores dessas cidades são de classe média, enquanto no Brasil é o caso de apenas 20% das pessoas. O que isso quer dizer na prática? Que os moradores de lá têm mais dinheiro para gastar e que o tanto de gente que já ascendeu ao topo é suficiente para justificar os primeiros investimentos de alto luxo da região. É o caso de um spa inaugurado em Bento Gonçalves na semana passada, cujo diferencial são os tratamentos com cremes franceses à base de uva. Um banho do tal produto custa cerca de 1.500 reais. "Já tínhamos vários quartos reservados antes da inauguração", diz a carioca Deborah Villas-Bôas, que avaliou ser o interior gaúcho um lugar com grande demanda para um spa como o dela. Ficaria certamente às moscas na década de 60, quando apenas um terço das pessoas que moravam na região tinha luz elétrica em casa e as estradas para Porto Alegre eram de terra batida.


"OS FRANCESES AINDA VÃO SUSPIRAR PELO MEU VINHO"
Em feiras internacionais, o gaúcho Antônio Miolo já ouviu muita gente criticar seus vinhos. Ele reconhece que ainda está bem atrás dos melhores do ramo. Por essa razão, levou recentemente a Bento Gonçalves o francês Michel Rolland, que presta consultoria a 100 outras vinícolas no mundo. "Vamos ver se com o toque do francês a gente um dia aparece no ranking dos melhores", diz. Miolo já progrediu muito. Nos anos 90, fabricava com os irmãos vinho feito com as uvas colhidas no quintal de casa. Levava os garrafões aos restaurantes a bordo de um velho Fusca bege. Miolo foi o primeiro da região a produzir vinhos em grande escala. Hoje detém 30% do mercado nacional e exporta para vinte países, alguns deles europeus. Ele sonha: "Os franceses ainda vão suspirar pelo meu vinho"



Foi nos últimos quarenta anos, portanto, que esses vinte municípios gaúchos se aproximaram do mundo desenvolvido – e se distanciaram da média brasileira. Eles naturalmente passaram a atrair mais gente, seja de empresas que vêem nesses municípios mais chances de prosperar, seja de pessoas vindas de cidades maiores para tentar uma vida diferente num interior promissor. Os novos migrantes, afinal, fizeram a população local crescer 10% em cinco anos, algo que chamou a atenção dos demógrafos. Vêm basicamente das regiões Sul e Sudeste e têm bom padrão de renda. O típico recém-chegado é como o matemático Amadeu Leitão, de 36 anos, que trocou Porto Alegre por Carlos Barbosa acompanhado da mulher, Marta, e da filha, Sofia, de .2 anos. Sonhava viver no interior – ainda que o cinema mais próximo ficasse na cidade vizinha e não houvesse um único shopping center no horizonte. O matemático, no entanto, ganha bem, nunca mais se viu preso em um engarrafamento e caminha tarde da noite sem medo de ser assaltado. Nem todas as condições que deram origem ao vale da felicidade gaúcho podem ser repetidas em outras regiões. Sua tradição cultural, por exemplo, é irrepetível. Mas há ali um punhado de lições que ajudariam muito a harmonizar a vida urbana no Brasil caso fossem seguidas.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Como a Lua pode gerar eletricidade?

Como a Lua pode gerar eletrecidade?

Se desconsiderarmos todas as guerras, conflitos, e emissões de dióxido de carbono que gerou, o petróleo vem fazendo bem à humanidade. Ele fomentou o desenvolvimento mundial em velocidade acelerada, mas é um recurso finito e não renovável, o que significa que um dia se esgotará.


A consciência de que a humanidade está envolvida em uma corrida contra o relógio, em relação a fontes de combustíveis, faz da energia alternativa uma questão crucial. Idéias como o etanol produzido de gramíneas, o biodiesel e a energia eólica e solar podem, em breve, começar a responder por boa parte da energia do planeta. Mas todas elas ainda enfrentam obstáculos em termos de geração de energia em larga escala. Por isso, os pesquisadores continuam a vasculhar o planeta em busca de novas maneiras de mantê-lo abastecido de energia.


Alguns pesquisadores decidiram que era hora de olhar também para além do planeta e começaram a dedicar atenção ao firmamento noturno. Ao que parece, existe uma maneira de gerar eletricidade da Lua - devido às marés criadas pela atração gravitacional que a Lua exerce sobre os oceanos da Terra. A Terra é atraída pelo Sol e pela Lua. O Sol é muito maior que a Lua, mas a Lua fica muito mais perto da Terra – cerca de 382 mil quilômetros, comparados aos 150 milhões de quilômetros que nos separam do Sol. A proximidade vale mais que o tamanho, no que se refere aos movimentos das marés na Terra. A Lua exerce sobre a Terra força gravitacional mais de duas vezes superior à do Sol [fonte: Office of Naval Research].

Pense na água encontrada na Terra como uma cobertura emborrachada única que envolve o planeta. Quando a Lua puxa essa cobertura em sua direção, ela se estica, de modo que perde densidade e se distende. Isso gera as marés altas. A cobertura fica mais fina no topo e no fundo, e isso gera a maré baixa. A atração da Lua é constante e é a rotação da Terra sobre seu eixo que leva diferentes áreas a experimentar marés altas e baixas em horários diferentes.

Como existem essas marés previsíveis na Terra, alguns lugares do planeta obtêm energia do movimento das marés. Descubra de que maneira isto pode acontecer.

Produção de eletricidade por turbinas subaquáticas

A atração gravitacional da Lua sobre os corpos aquáticos cria marés. Esse movimento, por sua vez, cria energia cinética na água. Tudo que se movimenta tem energia cinética - quer se trate do vento ou de uma bola rolando. A energia cinética pode ser capturada pelos seres humanos por meio de moinhos de vento. Os pesquisadores estão tentando explorar a energia das marés utilizando um esquema semelhante ao usado nos moinhos de vento.

Turbinas subaquáticas (ou de maré) são um conceito bastante simples. Trata-se essencialmente de moinhos de vento instalados no fundo do mar ou em um leito de rio. A corrente subaquática produzida pelas marés faz com que girem lâminas dispostas como as hélices de um avião. As turbinas estão conectadas a uma caixa de engrenagens, por sua vez conectada a um gerador elétrico. Ele produz a eletricidade, que um cabo elétrico transporta a para terra. Quando esse cabo é conectado à rede elétrica, a eletricidade gerada no mar pode ser distribuída [fonte: New Scientist (em inglês)].

Ainda que turbinas subaquáticas sejam essencialmente o mesmo que moinhos de vento, elas têm alguma vantagem sobre os moinhos, que requerem terrenos, especialmente as fazendas eólicas - conjuntos de dezenas ou centenas de moinhos de vento. O futuro do uso da terra (a maneira como a terra é desenvolvida e como ela é usada) está se tornando um importante tópico de discussão. Com seis bilhões de pessoas no planeta (um número que não pára de crescer), espaço vale muito - e não só para habitação, mas para plantio e muito mais. As turbinas subaquáticas contornam esse problema.


Outra vantagem da captura da energia subaquática vem da alta densidade da água. A água é mais densa que o ar, o que significa que a mesma quantidade de energia pode ser produzida por uma turbina subaquática e um moinho de vento, mas requerendo menor velocidade e menos área. Além disso, embora a quantidade de vento que passa por qualquer área determinada de terra possa ser imprevisível, a energia cinética das áreas de maré é confiável. Tanto a maré alta quanto a baixa são tão previsíveis que uma determinada região de maré pode ser expressa em forma de kilowatts-hora de eletricidade que ela seria capaz de produzir por turbina.

Os cientistas vêm examinando a quantidade de energia encontrada em uma área de maré em intervalos mensais. Existem duas medições principais: a velocidade média de pico é a mais alta velocidade de movimento de maré que pode ser constatada na área em um único mês. O ciclo médio de pico é o menor ponto de velocidade que uma área de maré experimenta em um mês [fonte: Carbon Trust (em inglês)]. Essas duas medidas podem ajudar a aproximar as maiores e menores velocidades encontradas em qualquer área de maré ao longo de um mês.

Além das marés, existem outras características que afetam a velocidade da água. O terreno circundante (por exemplo, se a área for rochosa ou arenosa) determina de que maneira a água se move. Se uma área de maré é estreita ou larga, isso pode afetar a velocidade. Um canal estreito pode concentrar o movimento da água e acelerá-lo.

O movimento das marés e as características dos corpos aquáticos podem ser levados em conta no papel, mas só quando testes práticos são realizados a compreensão real do impacto das turbinas de maré pode surgir.

Mergulhar sem experimentar a água?

Pesquisadores têm uma boa idéia sobre a maneira como a água se movimenta em áreas de maré, mas alguns fatores permanecem desconhecidos. Esses pesquisadores temem que os seres humanos levem adiante (e rápido demais) a tecnologia das turbinas subaquáticas, sem compreender completamente o impacto que ela poderia ter [fonte: Roach (em inglês)]. O que acontece quando grande número de turbinas subaquáticas são concentradas em áreas de maré? Embora a energia não possa ser criada ou destruída, pode ser capturada e transferida a outros usos, como para atender à necessidades elétricas.

As turbinas de maré são tão atraentes que alguma pessoas temem que se comece rápido demais a produzir energia com elas. Turbinas subaquáticas não emitem CO2, e a tecnologia é benigna: a produção de energia pelas turbinas é passiva, transformando em eletricidade a energia cinética contida no movimento das marés.

Existem poucos dados quanto ao impacto que as turbinas subaquáticas poderiam ter sobre os ecossistemas marinhos. Uma lâmina girando rapidamente poderia facilmente atingir com apenas um golpe os peixes que se aproximassem. Mas, é bom saber que as turbinas marinhas giram lentamente - a um ritmo de 10 a 20 rotações por minuto (rpm) [fonte: New Scientist (em inglês)]. Turbinas que se movimentam a cerca de 60 centímetros por segundo não representam grande ameaça aos peixes. Mas e quanto às turbinas de futura geração, que podem girar em velocidade mais alta?


Existe uma falta de dados sobre o impacto ambiental das turbinas. Há dúvidas quanto ao impacto que o ambiente aquático teria sobre a tecnologia. Por exemplo, as turbinas ou rotores serão atacadas por moluscos que se fixem às suas pás, reduzindo sua velocidade ou até paralisando-as?

Para responder a essas perguntas, projetos-piloto de turbinas foram criados em todo o mundo. O primeiro deles a produzir eletricidade fica no fundo do canal de Kvalsund, na Noruega. A turbina apresenta lâminas de 10 metros de comprimento que giram a 7 rpm, e tem cerca de 20 metros de altura em sua porção mais alta, no fundo do mar. Em setembro de 2003, o gerador da turbina foi conectado à rede elétrica de Hammerfest, uma aldeia local. A turbina sozinha produziu 700 mil kilowatts/hora ao anual - o que gera energia suficiente para abastecer cerca de 35 casas na área [fonte: Roach].

Outro grupo está avaliando o impacto das turbinas sobre a vida aquática. A Verdant Power colocou em operação cinco turbinas de 35 kilowats com equipamento para monitorar a vida aquática adjacente. Os peixes são detectados e acompanhados quando chegam a menos de 18 metros do equipamento, e os dados são registrados. Até agora, nenhum peixe foi atingido pelas turbinas [fonte: Verdant (em inglês)].

A Verdant também está envolvida em um projeto no East River de Nova York. Seis turbinas de maré de 35 kilowatts foram instaladas em um canal com correntes de até quatro nós (uma milha náutica por hora). As seis turbinas produzem a energia que abastece uma loja e um estacionamento vizinhos ao local. A Verdant planeja expandir o projeto e acrescentar turbinas que produziriam eletricidade suficiente para abastecer quatro mil casas [fonte: Popular Mechanics (em inglês)].

O Reino Unido também está estudando o potencial de produção de eletricidade por turbinas subaquáticas. A Marine Current Turbines, uma empresa britânica, instalou um par de turbinas em um pilar único, fincado no piso do Mar do Norte ao largo da costa da Irlanda. As turbinas são imensas, com lâminas de 18 metros de comprimento. Quando giram, produzem 1,2 megawatts de eletricidade [fonte: New Scientist].

terça-feira, 22 de julho de 2008

Concrete Jungle

No sun will shine in my day today
(No sun will shine.)
The high yellow moon won't come out to play
(Won't come out to play.)
Darkness has covered my light (and has changed,)
And has changed my day into night
Now where is this love to be found, won't someone tell me?
'Cause life, sweet life, must be somewhere to be found, yeah
Instead of a concrete jungle where the livin' is hardest
Concrete jungle, oh man, you've got to do your best, yeah.

No chains around my feet, but I'm not free
I know I am bound here in captivity
And I've never known happiness, and I've never known sweetcaresses
Still, I be always laughing like a clown
Won't someone help me?
Cause, sweet life, I've, I've got to pick myself from off theground, yeah
In this here concrete jungle,
I say, what do you got for me now?
Concrete jungle, oh, why won't you let me be now?

I said life must be somewhere to be found, yeah
Instead of a concrete jungle, illusion, confusion
Concreate jungle, yeah
Concrete jungle, you name it, we got it, concrete jungle now

Concrete jungle, what do you got for me now

_ _
Bob Marley

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Amizade..

No dia do amigo, é importante saber que todo dia, é dia de ter amigos.


AMIZADE SINCERA

Amizade sincera é aquela
que tudo oferece
e nada barganha.

Amizade sincera é aquela
que se mostra pro mundo
e não se envergonha.

Amizade sincera é aquela
que sorri na alegria
e na angústia é solidária.

Amizade sincera é aquela
que nunca se esquece,
que nunca é sectária.

Amizade sincera é aquela
que não se ensoberbece em sê-la
ou sentir-se forte.

Amizade sincera é aquela
que vela o sono do outro
não importa se é sono de morte.

Amizade sincera, quem poderia encontrá-la?
Quem poderia vivê-la a contento?
Quem poderia almejá-la?

Somente uma alma de símplice dono,
somente uma alma desapegada
poderia viver a sincera amizade
e até mesmo na morte, cuidá-la.

Frodo Oliveira.


Adoro vocês, meus amigos!!

terça-feira, 15 de julho de 2008

Exemplos..

HISTÓRIA NÚMERO UM

Muitos anos atrás, Al Capone possuía virtualmente Chicago. Capone não era famoso por nenhum ato heróico. Ele era notório por empastar a cidade com tudo relativo a contrabando, bebida, prostituição e assassinatos.

Capone tinha um advogado apelidado 'Easy Eddie'.
Era o seu advogado por um excelente motivo.
Eddie era muito bom!

Na realidade, sua habilidade, manobrando no cipoal legal, manteve Al Capone fora da prisão por muito tempo.

Para mostrar seu apreço, Capone lhe pagava muito bem. Não só o dinheiro era grande, como Eddie também tinha vantagens especiais.

Por exemplo, ele e a família moravam em uma mansão protegida, com todas as conveniências possíveis. A propriedade era tão grande que ocupava um quarteirão inteiro em Chicago. Eddie vivia a vida da alta roda de Chicago, mostrando pouca preocupação com as atrocidades que ocorriam à sua volta.

No entanto, Easy Eddie tinha um ponto fraco. Ele tinha um filho que amava afetuosamente. Eddie cuidava que seu jovem filho tivesse o melhor de tudo: roupas, carros e uma excelente educação. Nada era poupado. Preço não era

objeção. E, apesar do seu envolvimento com o crime organizado, Eddie tentou lhe ensinar o que era certo e o que era errado.

Eddie queria que seu filho se tornasse um homem melhor que ele. Mesmo assim, com toda a sua riqueza e influência, havia duas coisas que ele não podia dar ao filho: ele não podia transmitir-lhe um nome bom ou um bom exemplo.

Um dia, o Easy Eddie chegou a uma decisão difícil. Easy Eddie tentou corrigir as injustiças de que tinha participado. Ele decidiu que iria às autoridades e contaria a verdade sobre Al'Scarface' Capone, limpando o seu nome manchado e oferecendo ao filho alguma semelhança de integridade.

Para fazer isto, ele teria que testemunhar contra a quadrilha, e sabia que o preço seria muito alto. Ainda assim, ele testemunhou.

Em um ano, a vida de Easy Eddie terminou em um tiroteio em uma rua de Chicago. Mas aos olhos dele, ele tinha dado ao filho o maior presente que poderia oferecer, ao maior preço que poderia pagar. A polícia recolheu em seus bolsos um rosário, um crucifixo, uma medalha religiosa e um poema, recortado de uma revista.

O poema:

O relógio de vida recebe corda apenas uma vez e nenhum homem tem o poder de decidir quando os ponteiros pararão, se mais cedo ou mais tarde. Agora é o único tempo que você possui. Viva, ame e trabalhe com vontade. Não ponha nenhuma esperança no tempo, pois o relógio pode parar a qualquer momento.

HISTÓRIA NÚMERO DOIS


A Segunda Guerra Mundial produziu muitos heróis. Um deles foi o Comandante Butch O'Hare. Ele era um piloto de caça,operando no porta-aviões Lexington, no Pacífico Sul.

Um dia, o seu esquadrão foi enviado em uma missão. Quando já estavam voando, ele notou pelo medidor de combustível que alguém tinha esquecido de encher os tanques. Ele não teria combustível suficiente para completar a missão e retornar ao navio. O líder do vôo o instruiu a voltar ao porta-aviões. Relutantemente, ele saiu da formação e iniciou a volta à frota.

Quando estava voltando ao navio-mãe viu algo que fez seu sangue gelar: um esquadrão de aviões japoneses voava na direção da frota americana. Com os caças americanos afastados da frota, ela ficaria indefesa ao ataque. Ele não podia alcançar seu esquadrão nem avisar a frota da aproximação do perigo.

Havia apenas uma coisa a fazer. Ele teria que desviá-los da frota de alguma maneira. Afastando todos os pensamentos sobre a sua segurança pessoal, ele mergulhou sobre a formação de aviões japoneses. Seus canhões de calibre 50, montados nas asas, disparavam enquanto ele atacava um surpreso avião inimigo e em seguida outro. Butch costurou dentro e fora da formação, agora rompida e incendiou tantos aviões quanto possível, até que sua munição finalmente acabou. Ainda assim, ele continuou a agressão.

Mergulhava na direção dos aviões, tentando destruir e danificar tantos aviões inimigos quanto possível, tornando-os impróprios para voar. Finalmente, o exasperado esquadrãojaponês partiu em outra direção.

Profundamente aliviado, Butch O'Hare e o seu avião danificado se dirigiram para o porta-aviões. Logo à sua chegada ele informou seus superiores sobre o acontecido. O filme da máquina fotográfica montada no avião contou a história com detalhes. Mostrou a extensão da ousadia de Butch em atacar o esquadrão japonês para proteger a frota. Na realidade, ele tinha destruído cinco aeronaves inimigas.

Isto ocorreu no dia 20 de fevereiro de 1942, e por aquela ação Butch se tornou o primeiro Ás da Marinha na 2ª Guerra Mundial, e o primeiro Aviador Naval a receber a Medalha Congressional de Honra.

No ano seguinte Butch morreu em combate aéreo com 29 anos de idade.

Sua cidade natal não permitiria que a memória deste herói da 2ª Guerra desaparecesse, e hoje, o Aeroporto O'Hare, o principal de Chicago, tem esse nome em tributo à coragem deste grande homem. Assim, se por ventura você passar no O'Hare International, pense nele e vá ao Museu Comemorativo sobre Butch, visitando sua estátua e a Medalha de Honra. Fica situado entre os Terminais 1 e 2.


O que têm estas duas histórias de comum entre elas?

Butch O'Hare era o filho de Easy Eddie.

Somos o espelho para nossos filhos.